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Startups usa drones para realizar inspeções em aviões


Imagem: Schiphol Airport
Imagem: Schiphol Airport

Aviões comerciais sofrem todos os tipos de desgaste enquanto viajam pelos céus, por isso é crucial monitorar e identificar sua integridade estrutural periodicamente.


A inspeção de aeronaves é um processo importantíssimo, regulamentado pela Organização Internacional da Aviação Civil (OIAC / ICAO), com a finalidade de verificar se há sinais de danos em aviões que voaram recentemente, nos que estão parados por determinado tempo e por idade de fabricação.


Nos últimos anos, a indústria da aviação tem buscado modernizar esse processo investindo em ajudas robotizadas, mais especificamente, drones. Uma empresa que está assumindo a liderança nessa área é a Rizse (www.rizse.io), uma startup com sede em Austin, Texas.


Seu Drone “Dragunfly”, projetado com a ajuda da empresa de desenvolvimento Hatch Duo, vem equipado com um sistema 3D Lidar e uma câmera de alta potência que pode escanear e documentar a superfície de um avião em busca de danos ocorridos durante voos recentes.

O tipo de inspeção que está sendo complementado pelos serviços da Rizse é chamado de inspeção visual geral, disse o CEO da empresa Colby Harvey, um ex-engenheiro do Google Cloud.


“Essencialmente, o que somos é apenas uma ferramenta para o inspetor fazer o trabalho com muito mais segurança e eficiência do que era feito tradicionalmente”.

A inspeção visual geral ocorre após um voo, quando um avião é devolvido ao hangar. Embora seja obviamente um processo importante, nunca foi particularmente de alta complexidade: envolve uma equipe de manutenção de pista, apenas olhando para o avião para ver se há sinais de danos, rasgos ou outros sinais como uma carbonização de algum local devido a um “Lightining Strike” ou descarga atmosférica em português.





Dentro do hangar, tradicionalmente a equipe usaria algum tipo de plataforma elevada, como uma plataforma elevatória tipo tesoura ou articulada para observar as laterais da aeronave.

Outro inspetor pode ser suspenso no teto do hangar para observar o topo do avião. As notas de inspeção são escritas em um pedaço de papel, normalmente, segundo Colby, demora horas e horas.


Os serviços da Rizse buscam aumentar e aprimorar esse processo, tornando-o mais rápido e confiável, disse o fundador da startup. Os drones podem passear pela superfície do avião, capturando e gravando tudo o que veem. O sistema lidar (essencialmente scanners de alta definição) ajuda a deduzir com mais precisão os tipos de danos visíveis no corpo da aeronave.


Essas informações são posteriormente armazenadas no Streamsense, a plataforma de coleta e análise de dados da empresa, que ajuda em auditorias posteriores de inspeções anteriores. A Rizse, que recebeu uma série de financiamentos substanciais, diz que já começou a gerar receita por meio de contratos com a empresa terceirizada de serviços de inspeção Ascent Aviation Services (https://ascentmro.com/).





Tem outras parcerias em andamento também, embora o foco de Rizse agora seja a aviação comercial e executiva, a empresa também está procurando oportunidades potenciais com os militares.


“A Rizse foi criada para atender a uma indústria muito antiga e estagnada que antes negligenciava as inovações em seu detrimento. Encontramos uma fraqueza gritante no processo de inspeção de aeronaves que poderia ser resolvida com a tecnologia moderna atualmente disponível”.

Essa tecnologia pode tornar o processo mais seguro, mais preciso e econômico.

Um processo rotineiro nos pátios de aeroportos de todo o mundo, feito exclusivamente por equipes de manutenção de aeronaves de pista, agora é suportado pelo auxílio da tecnologia aérea remotamente pilotada.


O alcance dos drones é potencialmente grande e pode ser aplicado nas mais diversas e atípicas atividades que se possa imaginar. Caso precise de ajuda, conte com a nossa consultoria para te assessorar na definição de sensores e modo de operação automatizados disponíveis para resolver suas demandas.


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Fonte: https://rizse.io/